A 40ª edição do Festival da Barranca, realizado a 13 quilômetros da cidade de São Borja, num pesqueiro a beira do Rio Uruguai, foi regada a muita música, poesia e temporal. Pouco depois de divulgado o tema para os concorrentes (Que se preserve a raiz, mas que se renove a flor) uma frase poética de um dos fundadores da Barranca, Apparício Silva Rillo, na sexta-feira à noite, desabou uma chuva torrencial de cachorro beber d’impé, deixando os quase 400 barranqueiros sem luz. O fato não atrapalhou. Um isqueiro em lusco-fusco daqui, uma lanterna alumiando dali e as músicas foram saindo. No total, 33 composições foram escritas das quais 20 foram selecionadas por uma comissão formada por cinco jurados e apresentadas no sábado a noite. Perto da madrugada de domingo de páscoa foram anunciados os vencedores.
O Troféu Cigarra do Acampamento (aquele que canta por mais tempo durante o evento) foi, novamente, para Luiz Carlos Borges que, em edição passada, tocou por 37 horas seguidas.
O Troféu Quá-Quá, que premia a melhor composição humorística, foi ganho por Elton Saldanha, que defendeu O Último Cataplasma – na gíria dos barranqueiros cataplasma é o mala do festival.
O primeiro lugar da competição oficial foi para Passo Fundo, com o título Quem Plantou Minha Raiz, de Edgar Paiva, Jauro Ghelen e Glênio Vieira, grupo nativo que tanto faz pela cultura crioula lá pelos pagos do planalto médio.
O festival gauchesco há mais tempo em atividade sem interrupção seguiu sua tradição e foi encerrado com os participantes, ao comando dos Angüeras, cantando o hino que acompanha todas as edições. “Eu me chamo Generoso / morador do Pirapó / gosto de dançar com as moças nos bailes / de palito”. Os versos lembram a lenda do índio Angüera, rebatizado pelos jesuítas como Generoso.
Recém o pessoal tinha botado o pé na estrada no retorno aos seus ranchos, começou a bater a DPB (Depressão Pós-Barranca).
O Troféu Cigarra do Acampamento (aquele que canta por mais tempo durante o evento) foi, novamente, para Luiz Carlos Borges que, em edição passada, tocou por 37 horas seguidas.
O Troféu Quá-Quá, que premia a melhor composição humorística, foi ganho por Elton Saldanha, que defendeu O Último Cataplasma – na gíria dos barranqueiros cataplasma é o mala do festival.
O primeiro lugar da competição oficial foi para Passo Fundo, com o título Quem Plantou Minha Raiz, de Edgar Paiva, Jauro Ghelen e Glênio Vieira, grupo nativo que tanto faz pela cultura crioula lá pelos pagos do planalto médio.
O festival gauchesco há mais tempo em atividade sem interrupção seguiu sua tradição e foi encerrado com os participantes, ao comando dos Angüeras, cantando o hino que acompanha todas as edições. “Eu me chamo Generoso / morador do Pirapó / gosto de dançar com as moças nos bailes / de palito”. Os versos lembram a lenda do índio Angüera, rebatizado pelos jesuítas como Generoso.
Recém o pessoal tinha botado o pé na estrada no retorno aos seus ranchos, começou a bater a DPB (Depressão Pós-Barranca).
